Butão

A aura de mistério e espiritualidade que paira sobre o Butão só não é maior do que a possibilidade de revelar um país inesperado. Desde que adotou o conceito de Felicidade Interna Bruta, um indicador que pudesse medir a satisfação da população, este reino encravado no Himalaia despertou os olhares do mundo. Entretanto, apesar de ter se aberto para o turismo nos anos 1970, ainda restringe e seleciona bastante os visitantes. Por outro lado, esta limitação se traduz na preservação mais legítima da cultura butanesa e na garantia de viver um país autêntico, seja na capital, Thimpu, ou nos vilarejos rurais. Para alguns é o último Shangri-la, um paraíso resguardado entre fortalezas e monastérios budistas encravados em cenários dramáticos, que inspira uma série de festividades folclóricas com profundo sentido de identidade. Sua fauna e flora notáveis se espalham por densas florestas tropicais, mas também sobem e descem em infindáveis trilhas diante das mais altas montanhas do mundo. O conjunto da obra faz com que a tal felicidade possa, de fato, ser uma realidade no Butão.