Mongólia

Não seria exagero afirmar que a solidão vive na Mongólia. E que este vazio se expressa na menor densidade populacional do planeta, com apenas 1,7 habitante por quilômetro quadrado. Porém, toda essa amplidão, repleta de beleza e tradições, dá ao país a chance de ser uma tela em branco para os visitantes. Ou melhor, uma tela azul, já que o sol está presente 250 dias por ano, em média, e as cores do céu são famosas mundo afora. Quase mil anos após sua morte, o legado do imperador Gengis Khan ainda se manifesta nos costumes e reminiscências da célebre cultura nômade mongol. Talvez por perambularem com seus rebanhos e montados em cavalos até hoje, o povo desperta simpatia natural pelos viajantes. Espere por desertos, estepes, montanhas e lagos cristalinos, povoados por uma fauna pulsante. Nesta democracia emergente, espremida entre Rússia e China e sem acesso ao mar, uma faceta pouco conhecida se revela na curiosa capital Ulaanbaatar. Um quê consumista e hipster em meio a prédios envidraçados contrasta com o espírito nômade dos pastores, mas dá o tom de pluralidade deste país ainda pouco explorado.