MACHU PICCHU, A CIDADE PERDIDA EM NÓS

Erica de CarvalhoOlhares do Mundo27 de fevereiro de 2018

Existe uma crença, talvez por conta de nossa herança de pensamento judaico-cristão, de que só se aprende através da dor. Em alguns contos da América Central aparecem os “descansos” – cruzes deixadas pelo caminho que marcam as pequenas e grandes mortes em nossas vidas, símbolos de perdas e rupturas que funcionam ao mesmo tempo como propulsionadores de crescimento. De acordo com essas histórias antigas, os descansos deveriam ser reconhecidos e reverenciados de tempos em tempos.

Mas viajar nos mostra que é possível se lapidar a partir do lado luminoso da vida. Durante uma viagem a novas terras temos a chance de fincar estrelas em nossa linha do tempo, marcações com grande poder de serem catalisadoras de pequenas e grandes transformações em nós.

Uma visita a Machu Picchu é como cravar no solo uma estrela de dimensão maior. A grandiosidade da natureza, das construções, o legado deixado por suas várias civilizações, somados a uma cultura tão ancestral e ainda tão viva gera uma grande surpresa para os sentidos e um encantamento impresso na alma.

OS PONTOS ALTOS DE UMA VIAGEM AO PERU:

Entrar em contato com um verdadeiro tesouro de conhecimento deixado pelas civilizações pré-colombianas – aquelas que existiram antes da chegada dos europeus, como a Civilização Chavín, Tiahuanaco, Wari, Chachapoyas, Quechua e Império Inca. Todas elas (e muitas outras que por ali passaram) deixaram construções, marcas e ensinamentos por todo o território peruano. Seja qual for o tema central da sua viagem – cultural, com foco em arte, gastronomia ou mesmo autoconhecimento, você estará em um terreno fértil para amplificar experiências através do contato com o legado histórico do local. Portanto, permita-se conhecer mais ao lado de especialistas em civilizações antigas e usufrua das várias descobertas que o destino oferece para que ao final da jornada tenha uma colcha de retalhos mais colorida em olhares e viveres.

Provar uma das culinárias mais ricas do mundo. Como no menu criado pelo estrelado Virgilio Martínez, do Restaurante Central, em Lima, em todo o País é possível se esbaldar com combinações incríveis de ingredientes vindos das mais diferentes altitudes: do nível do mar ao topo dos Andes. É bom preparar com antecedência uma lista de reservas nos restaurantes mais cotados da capital ou mesmo da região de Cusco. E se munir de boas dicas de restaurantes locais nos diversos vilarejos também. Ou simplesmente deixar o acaso guiar seu paladar nas múltiplas possibilidades de experiências gastronômicas. Em Lima, coloque na lista ao menos um jantar ao celebrado Astrid y Gastón, do chef Gastón Acurio e sua esposa Astrid Gutsche, e um almoço no restaurante que fica dentro de Huaca Pucllana, um dos sítios arqueológicos mais antigos do País, com suas construções piramidais feitas com a técnica de “livreiro”, bem no meio da capital. Mais do que se encantar com o menu atencioso do local, você experimentará uma vista sem igual dos páteos e templos de tempos pré-colombianos.

• Para acompanhar, deguste as bebidas locais: chicha morada – se parece com uma sangria sem álcool e leva em seu preparo milho roxo (maiz morada), frutas (abacaxi e maçã), canela, cravo e mel; a cerveja Cusqueña e o consagradíssimo pisco sour. Nos lugares altos, para se ambientar também ao hábito local, vá de chá de coca (oferecido desde quando se aterrissa no aeroporto de Cusco, até em todos os hotéis, cafés e restaurantes).

Conhecer os Mercados Municipais ou Centrais das principais cidades. É de encher os olhos a quantidade de novidades que se pode encontrar neles, a variedade de tipos de milhos, batatas, hortaliças, temperos e muito mais, além de poder testemunhar o dia a dia de muitos peruanos. Não saia do Peru sem provar ao menos algumas garfadas do prato típico “Choclo con queso”, aquele milho quase branco com grãos gigantes servido com o queijo caseiro deles.

Sentir uma cultura viva e pulsante. Poder combinar visitas históricas às ruínas e sítios arqueológicos com o contato com os moradores das cidades do Vale Sagrado é um privilégio. Muitos deles, aliás, ainda falam quechua, a língua nativa dos índios da região. Em saraus na Praça Kennedy, em Lima, é possível ouvir recitações de poemas na língua antiga (posteriormente traduzidas para o espanhol pelos poetas e seresteiros). Por unir o tempo todo passado e presente, o Peru como um todo é uma verdadeira aula de sociologia in loco.

Saber que a combinação de cores vibrantes que são estampadas nas roupas, acessórios, decorações e artesanato já existia há quase 3 mil anos. Esses foram padrões criados pela civilização Paracas, que já produzia tecidos de cores vivas em 700 a.C. Até hoje, o tingimento da lã de alpaca e lhamas é feito com extratos naturais. É possível assistir a demonstrações dessas técnicas em Chinchero, um vilarejo bem próximo a Cusco que ainda preserva a estrutura social de muitos séculos anteriores, com seus agrupamentos de núcleos familiares, conhecidos também como panakas. Você poderá testemunhar uma forma de organização social que já existia antes da chegada dos espanhóis, e que ainda hoje continua intacta naquela região.

Permitir-se desbravar o Vale Sagrado. Todo ele é repleto de ótimas surpresas e é possível fazer diferentes combinações de passeios que duram o dia todo, pernoitar em algumas das cidadelas, ou mesmo fazer mais idas (de um período do dia por exemplo) de Cusco até as cidadelas dos arredores.

Provar as águas salgadas que correm nas Salineiras de Maras. A série de tanques irrigados pelo rio que, quando secam, formam blocos de sal, compõem um cenário ímpar. Vale lembrar que esse é um dos locais que não têm relação com o Império Inca – foi um conjunto de soluções criadas pelo povo peruano, que conseguiu começar a produzir sal de qualidade mesmo a muitos quilômetros de distância do mar. A salina é de tempos pré-incaicos, quando o sal valia mais que o ouro (que era usado apenas para fins religiosos). Ainda hoje, o sal é extraído em cerca de quatro mil “piscinas de sal” e vendido pelos moradores locais. Nestas salineras são extraídas três qualidades de sal. O primeiro sal formado é mais barrento e produz um sal marrom, para fins medicinais. O segundo sal produzido é mais puro e é usado para alimentação. Já o terceiro sal é o mais puro de todos e bastante apreciado na alta gastronomia, o conhecido “flor de sal”. Aproveite a visita e experimente levar para casa as versões gourmet de sal, com ou sem temperos, elas são riquíssimas – e o melhor de tudo, hoje em dia são bem mais em conta que o ouro!

Em Moray, a 48 km de Cusco, pode-se ver de perto um verdadeiro laboratório agrícola dos incas. Trata-se de estruturas circulares gigantes compostas por diversos terraços em alturas (e microclimas) diferentes. Ali, os incas fizeram experiências e modificaram as sementes, adaptando-as aos poucos a maiores alturas (há uma variação de 15°C entre o primeiro e o último terraço). A batata, entre outras culturas, era conhecida por só germinar em locais até 1000m de altitude, e um dos desafios era colhê-la também em terrenos andinos. Esses experimentos possibilitaram o crescimento de uma farta diversidade de grãos, que foram a base da alimentação inca.

Observar a atmosfera espiritual. Seja ao contemplar o silêncio das montanhas, ou ao sentir o aroma do Palo Santo, uma madeira perfumada que é queimada com folhas de mirra com o intuito de limpar as energias negativas e que é presente em quase todos os lugares. Seja em meio às cidades, ao adentrar nas várias igrejas construídas pelos espanhóis. Ou ao entrar em contato com as lendas e locais de adoração de Pachamama, a Grande Mãe ou Deusa Terra. Seja testemunhando o sincretismo religioso criado pela união de diferentes povos e seus vários Deuses. Seja ao fazer parte de algum ritual xamânico em meio à natureza. Ou no profundo relaxamento ao receber uma massagem feita com pasta de ervas locais e pedras quentes.

Pedra dos 12 ângulos, em Cusco, tida como uma das manifestações de Pachamama, a Deusa Terra.

Ver como os antigos povos lidavam com a morte. É possível observar no sítio arqueológico de Pisaq, na montanha à frente das construções religiosas da cidadela, uma série de buraquinhos na rocha. O que seria aquilo? Urnas funerárias para as múmias. Os peruanos tentam nos traduzir ali como sendo um “cemitério”, mas o termo não expressa bem a intervenção curiosa na montanha, já que crê-se que a mumificação preservava a força vital daquele que morria. É por isso que nunca se ia visitar os entes que haviam “partido” chorando, em sofrimento. Assim como acontece em muitos lugares da América Central, as pessoas iam com um sentimento de celebração da vida, e tinham em mãos sempre algum instrumento musical, comidas, bebidas, e o que mais fosse necessário para cantar, dançar e festejar o momento presente.

• Para quem gosta de novas sensações (e para quem não gosta também), observar os efeitos da altitude em você. Mesmo tênues, em algum momento eles farão parte da jornada, especialmente em Cusco e em outros lugares altos do Vale Sagrado. Você vai sentir sua respiração, isso é fato. Felizmente, Machu Picchu (2400m) está quase 1000m abaixo de Cusco, e ainda assim pode ser que você sinta o “soroche”, que é o mal-estar que acontece ao chegar em altitudes elevadas. Quanto mais alto, mais rarefeito é o ar – e pior nos sentimos. Nossa respiração fica mais rápida e os batimentos cardíacos aumentam, enquanto o nosso corpo tenta se habituar às novas condições de clima, podendo apresentar também enjoos e dores de cabeça. Para atenuar: muito líquido, e buscar pegar leve no primeiro dia de chegada. Existem algumas pílulas (sorojchi pills) locais bem populares indicadas para aqueles que se sentem mal. Mas dar tempo ao corpo para que ele se adapte ainda é o melhor remédio.

Deslumbrar-se com Ollantaytambo. O povoado é a única cidade inca ainda habitada e as ruínas formam um dos complexos mais monumentais do antigo império, com pedras megalíticas de acabamento impressionante. Você verá de perto um conjunto de construções incas com finalidades agrícolas, religiosas, militares e administrativas. Para compreender um pouco mais o local: reza a lenda que um soldado do Império Inca chamado “Ollanta”, por sua bravura, foi promovido a General. Frequentava a corte em Cusco e apaixonou-se por uma princesa, nada menos que a filha do nono Imperador, Pachacutec. Por ser de classe mais baixa não teve a aprovação do Imperador, e ainda teve que refugiar-se por 10 anos para não perder a vida, até que depois desse tempo um outro general o encontrou. Levado à presença do novo imperador (filho do anterior), uma luz se irradiou sobre a cabeça de Ollanta. Impressionado com o poder dessa luz, o rei concedeu-lhe sua irmã como esposa. Em troca, Ollanta deveria fundar uma cidade e dedicá-la ao Império Inca. Assim nasceu Ollantaytambo (pousada de Ollanta), situada no nível mais baixo do Vale Sagrado e naquele mesmo pedaço de terra onde antes o general havia se refugiado. É considerada uma cidade inca vivente, ou como eles chamam, “museu vivo”, por manter o plano original dos tempos do império. Aqueles que se dispõem a subir os vários degraus até o Templo do Sol são presenteados com uma vista sem igual de terraços construídos em pedra, antigos templos, celeiros, observatórios astronômicos, das montanhas à frente (e suas muitas representações, esculturas naturais e simbologias), e até mesmo observar ao longe algumas das “Pedras Cansadas” do Vale Sagrado – pedras imensas deixadas pelo caminho, antes que podessem chegar aos seus destinos traçados pelos Incas. O Templo do Sol teve sua construção interrompida pela chegada dos espanhóis, e ainda assim é monumental. Aliás, foi em Ollantaytambo que Manco Inca enfrentou e derrotou o conquistador Francisco Pizarro, em 1536, uma das poucas campanhas em que os incas se saíram vitoriosos na guerra contra os invasores.

• Fazer a viagem no trem Vistadome, de Ollantaytambo a Águas Calientes (povoado no vale abaixo de Machu Picchu). É impressionante acompanhar o Rio Urubamba, seus vales e montanhas com picos nevados pelas diversas janelas laterais e no teto do vagão. O interior do trem também é bem pitoresco, todo decorado com ilustrações peruanas (de motivos incas a folhas de coca) e com trilha sonora agradável e autêntica.

• Para aqueles que amam aventura: ir até a Montanha Colorida (Rainbow Mountain): por incrível que pareça, o ideal é ir durante a época das chuvas, pois no inverno as cores ficam muito menos vibrantes. É para aqueles que gostam de desafios: a trilha começa a 4000 metros de altitude, e depois de caminhar 8km (por volta de 4 horas), prepare-se para ficar sem fôlego, tanto pela visão das montanhas com suas camadas multicoloridas, quanto pela altitude, que chega aos 5200 metros ali.

Conhecer Nazca e suas enigmáticas linhas, complexos aqueodutos para extrair água do deserto e suas imponentes pirâmides perdidas no meio das dunas. A civilização de Nazca foi uma das mais importantes civilizações pré-incas do Peru, e ficou mundialmente famosa por suas famosas linhas no deserto, que foram declaradas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Máscara Cerimonial feita em ouro. Museu do Ouro, em Lima.

Garimpar boas compras: em todo o Peru é possível fazer ótimas compras de artesanato, vestuário e artigos em prata. Destaque especial para Pisaq, no Vale Sagrado, onde, há um tradicional mercado de rua às terças, quintas e domingos, e também para o Mercado de Artesãos em Cusco (fora da rota turística, com ambiente muito agradável, todo decorado com painéis pintados por artistas locais e com preços muito mais acessíveis). E em algumas lojas mais sofisticadas no centro histórico de Cusco é possível ver os produtos locais com um grau a mais de qualidade, acabamento e design, vale muito a pena conferir também.

Seresteiros voltando para casa após uma manhã de cantoria no bairro Barranco, em Lima. O Bairro, muito charmoso, fica bem ao lado de Miraflores.

Desmistificar fatos. A primeira coisa que se deve desconstruir ao se visitar o Peru é de que você irá entrar em contato com o povo inca. Inca nunca foi o povo. O povo quechua era governado pelos incas, num sistema teocrático que começou por volta do séc. XIII em Cusco, o “umbigo do mundo”. Ao longo dos três séculos seguintes, os incas ampliaram seus domínios por um território de mais de 4.000 km, do Equador até o norte da Argentina. Pudera: o imperador (“O” Inca) era o tido como o filho direto do Deus Sol. Já o povo, era apenas uma refração menor dessa luz. Também eram filhos do Sol, mas nas representações simbólicas, eles são os feixes de cores do arco-íris. É por isso você verá tantos motivos e bandeiras com o arco-íris por ali. Não se engane: não se trata de nenhuma Parada do orgulho LGBT, é um símbolo local de tempos muito mais antigos.

Hiram Bingham e pequeno morador de Machu Picchu na data de seu “descobrimento”, em 1911. Imagem reprodução.

Machu Picchu ficou conhecida como a “Cidade Perdida dos Incas”. Mas os especialistas locais discordam. Era uma cidade perdida para o mundo, mas mesmo quando o professor americano Hiram Bingham chegou por ali, em 1911, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, existiam famílias locais habitando alguns casebres dentro da cidade. A “descoberta científica” de Machu Picchu aconteceu graças à assistência dos peruanos rurais. Melchor Arteaga, dono de uma taberna que morava ao longo do rio Urubamba, conduziu Hiram Bingham pelo vale e subiu as encostas íngremes até chegar à “Montanha Velha” (ou Machu Picchu, em quechua). Ele confiou ao explorador americano o filho de fazendeiros que cultivavam a terra ao redor das ruínas. Foi essa criança que guiou Hiram Bingham e sargento Carrasco para a propriedade real inca de Machu Picchu. Esse garotinho é lembrado carinhosamente pelos locais como “o primeiro guia turístico de Machu Picchu”.

Ser tomado(a) pelo maravilhamento. Machu Picchu, Pisaq, Ollantaytambo, Pisa, Vale do Urubamba, Moray, Centro Histórico de Lima. É certo que em qualquer lugar ou momento você pode ser arrebatado(a) por um estado de maravilhamento.

Pisaq, um dos lugares fascinantes do Vale Sagrado

Tocar o mistério.
Mais que voltar com respostas, você trará em sua bagagem muitas dúvidas que não tinha antes. É difícil conceber como os peruanos transportaram pedras tão imensas e pesadas para o topo da montanha onde hoje existe o templo do Sol, em Ollantaytambo. É um enigma saber como Machu Picchu foi construída. Como aqueles monolitos foram tão perfeitamente cortados e encaixados, ainda mais quando não existem registros de ferramentas ou utensílios de pedra, bronze, ou qualquer outro tipo?

Estatua del Inca, Plaza de Armas (Huacaypata), Cusco

E falando em mistério, seriam os deuses astronautas?
Eric Von Daniken, em sua série de livros que começa com “Chariots of the Gods” (Eram os Deuses Astronautas?) levantou questões que vão além das teorias convencionais, buscando desvendar os mistérios em torno dos antigos monumentos, que parecem desafiar a explicação racional, até mesmo nos dias de hoje. Um dos detalhes observados por Eric é que o ajuste e precisão do corte desses titânicos blocos de pedra parecem ser perfeitos, tanto no Velho Mundo quanto no Novo. O escritor teorizou que as obras construídas com pedra andina teriam sido obra dos deuses dos povos nativos, que teriam vindo das estrelas para visitar a Terra há muito tempo, trazendo cultura, civilização e conhecimento de todos os tipos para o homem primitivo. Esses “Deuses Astronautas” viriam a usar uma técnica para suavizar a pedra através da utilização de extratos de plantas ácidas. Outra de suas teorias (também ridicularizada pela comunidade científica – mas é que é maravilhosa de se imaginar!) é que os dois milhões de blocos que compõem o núcleo da pirâmide de Chufu (Quéops), no Egito, não foram cortados: o calcário teria sido dissolvido em água, levado para o local da construção em pequenas porções e, em seguida, os blocos teriam sido fundidos. Como se vê, se você gosta de desafios mentais e abstrações, mais uma vez, se você está no Peru, você está no lugar certo.

• Descobrir.
Os avanços científicos recentes na região nos deixam ainda mais curiosos. De frente às construções principais de Machu Picchu, você observará uma edificação que sobe no alto da montanha e alguns pontinhos brancos ao lado – que são os acampamentos dos arqueólogos. Essa muralha foi descoberta há poucos anos, e ainda não se sabe toda sua extensão e o porquê de sua construção. Tanto essa descoberta quanto as pinturas rupestres (pré-incaicas) encontradas recentemente nas proximidades recobrem a cidade em uma aura ainda mais misteriosa.

• Descobrir-se.
E para finalizar, voltando justamente sobre ao título dessa matéria, ficam as reflexões:

O que deixamos esquecido em nós?
O que tivemos que abandonar pra chegar até aqui?
De onde buscamos forças para erguer e encaixar as grandes pedras em nossas vidas?
Estamos usando-as para construir templos ou muralhas?
Quais são os mistérios que regem as nossas vidas?

Vamos seguir escavando, penetrando nas camadas do tempo, buscando trazer à luz novas faces que despertem nossa humanidade e capacidade de se encantar-se frente a essa grande jornada.

Fotos

 

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